Um ano trabalhando num banco, e um tanto menos de fé na humanidade. Se passar a vida trabalhando nisso, viro uma espécie de Daniel Plainview. Sinto um pouco de Plainview nos colegas de trabalho que estão há mais tempo nessa lide.
There are times when I look at people and I see nothing worth liking. I want to earn enough money that I can get away from everyone.
Não é tanto pelos bancos serem big corporations, psicopatas por natureza (embora isso também conte*). É mais pelo comportamento dos próprios clientes. Você só conhece as pessoas quando elas precisam de dinheiro, e vc pode ser aquele que vai impedi-las ou agraciá-las, obedecendo a regras econômico-burocráticas que variam do muito lógico e justo ao bizarramente kafkiano. Só assim você vê a humanidade no seu real estado, e o retrato não é muito bonito – profissionais-liberais-sonegadores, alugadores de velhinhos em filas, pilantras insistentes…
Há um ou outro sorriso simpático no caminho, mas não compensa não.
*Eu achava o The Corporation exagerado. Até trabalhar numa grande corporação. Amigo, o capitalismo pode ser eficiente como for, mas não é bonito de ser ver por dentro não. Vai por mim.

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